Nova lei amplia licença-paternidade para até 20 dias e cria salário-paternidade no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 15.371/2026, que amplia o período de licença-paternidade no Brasil. A medida aumenta o tempo de afastamento dos pais de 5 para até 20 dias, com o objetivo de incentivar a participação ativa nos primeiros dias de vida dos filhos e dividir de forma mais equilibrada as responsabilidades familiares.

A nova legislação também institui o chamado salário-paternidade, um benefício que garante renda durante o período de licença. A proposta amplia a proteção social e passa a atender não apenas trabalhadores com carteira assinada, mas também outros perfis, como autônomos e profissionais informais.

O texto foi oficializado nesta quarta-feira (1º), com publicação no Diário Oficial da União, após tramitação no Congresso Nacional.

Mais inclusão e proteção

A lei representa um avanço ao estender o direito à licença para categorias que antes não eram contempladas, como microempreendedores individuais (MEIs), trabalhadores domésticos, avulsos e segurados especiais. A iniciativa regulamenta um direito já previsto na Constituição, ampliando seu alcance na prática.

Durante a discussão do projeto, o relator na Câmara destacou a importância da medida para promover uma divisão mais justa das responsabilidades dentro de casa, reconhecendo o papel do pai no cuidado com os filhos desde o início.

Implementação gradual

A ampliação do prazo será feita de forma progressiva:

  • 10 dias a partir de 2027
  • 15 dias a partir de 2028
  • 20 dias a partir de 2029

O benefício será garantido em casos de nascimento, adoção ou guarda para fins de adoção, sem prejuízo ao emprego ou à remuneração.

Direitos ampliados

A legislação também aproxima a licença-paternidade da licença-maternidade como um direito social mais robusto. Entre os pontos previstos estão:

  • estabilidade no emprego durante o período da licença e até um mês após o retorno;
  • possibilidade de prorrogação em situações como internação da mãe ou do bebê;
  • ampliação do tempo de afastamento quando o pai assume integralmente os cuidados;
  • extensão do direito a pais adotantes e responsáveis legais;
  • aumento de um terço na duração da licença em casos de crianças com deficiência.

Como funciona o salário-paternidade

O salário-paternidade será pago dentro do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e poderá ser repassado diretamente pelo INSS ou pelas empresas, com posterior compensação.

Os valores variam conforme o tipo de trabalhador:

  • empregados recebem o valor integral do salário;
  • autônomos e MEIs têm o cálculo baseado nas contribuições;
  • segurados especiais recebem o equivalente a um salário mínimo.

A nova lei reforça o papel do pai na rotina familiar e representa um passo importante na construção de políticas públicas mais equilibradas e inclusivas para as famílias brasileiras.

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