No próximo final de semana, entre os dias 22 e 24 de maio, será realizado no Circuito Gilles Villeneuve, Ilha de Notre Dame na Cidade de Montreal o Grand Prix do Canadá. Mais uma vez, a Formula 1, assistirá a uma das disputas internas mais inusitadas da história da categoria. Um jovem italiano de 19 anos, isto é, Kimi Antonelli e o inglês de 28 anos George Russell, na Mercedes. O que seria normal entre dois pilotos com idades parecidas, dentro do time de Brackley está acontecendo entre um jovem adolescente em seu segundo ano, mas até aqui, liderando o Mundial de Pilotos e outro, segundo as expectativas dos aficionados, esperado naturalmente como líder dentro da equipe. Mesmo com a Mercedes seguindo a sua tradição de não interferência em suas disputas internas, em virtude da maior experiência do inglês.
Surpreendentemente, Kimi Antonelli tem demonstrado maturidade suficiente para vencer seu primeiro Mundial de Pilotos ainda nesta temporada.
O traçado do Circuito Gilles Villeneuve, tradicional na Formula 1, têm algumas histórias interessantes, desde seu primeiro Grand Prix realizado em 1978, quando entrou para a história, como o primeiro vencido pelo canadense Gilles Villeneuve, na época piloto da Ferrari, na condução da Ferrari 312T3 fato de grande empolgação para a torcida local. Foi realizado em uma temperatura de apenas 5 graus centígrados. Isto fez com que entrasse para a história como o Grand Prix mais gelado já realizado. Esta prova também marcou a estreia do Nelson Piquet na equipe Brabham.
De lá para cá, alguns fatos marcantes envolvendo os brasileiros, como a primeira vitória do Nelson Piquet na temporada de 1982, como a primeira vitória de um Brabham equipado com motor Turbo, isto é, o B.M.W.. O que apesar da fase de desenvolvimento tecnológico, demonstrou grande potencial em disputas futuras. Nesta mesma prova, a Brabham fez a dobradinha com Riccardo Patrese pilotando o outro bólido, mas ainda equipado com o motor Ford-Cosworth aspirado. Neste prova, em virtude da morte do jovem italiano Riccardo Paletti em um acidente na largada, o podium teve a ausência de comemoração com champagne, em sinal de luto.
Em 1984, outra vitória do brasileiro, mas em virtude do radiador de óleo colocado atrás dos pedais do Brabham-B.M.W.-BT53, fez com que a sola da sapatilha do pé direito não fosse suficiente para proteger seu pé da alta temperatura na sua parte frontal. Isso fez com que terminasse a prova com o pé cheio de bolhas.
Outro fato envolvendo um brasileiro, foi a segunda vitória do Ayrton Senna na temporada de 1988, na condução do McLaren-Honda-MP4/4, o que marcou a arrancada para o seu primeiro Mundial de Pilotos na Formula 1 em disputa com seu companheiro de equipe, o francês Alain Prost.
Em 1991, Nelson Piquet, na condução de seu Benetton-Ford-B191, obteve a sua última e talvez, mais surpreendente vitória de sua carreira, sendo que liderou apenas na última volta, quando a caminho da linha de chegada, o inglês Nigel Mansell, até então liderando a prova, com seu Williams-Renault-FW14, a abandonou. Uma das hipóteses levantadas na época, foi o fato de ter deixado a rotação de seu motor Renault cair excessivamente, e desta forma, o sistema eletro-hidráulico que mantinha o funcionamento do câmbio, suspensão e o controle de tração, ficou sem potência suficiente e fez com que o propulsor de seu monoposto, apagasse a algumas centenas de metros do final, cedendo a vitória ao brasileiro.
Em 1995, chamou atenção por ter sido a primeira e única vitória do francês Jean Alesi, com a Ferrari 412T2, e foi a última vitória de um monoposto equipado com motor V-12 na Formula 1. Nesta época, o Brasil vivendo a tristeza pela morte do Ayrton Senna, na temporada anterior em Imola, viu o podium do brasileiro Rubens Barrichello na temporada, chegando segundo lugar, na condução do Jordan-Peugeot-195, seguido do seu companheiro de equipe, o irlandês Eddie Irvine, que chegara em terceiro.
E desta forma, em todos estes anos, várias peculiaridades, algumas citadas aqui, têm marcado do Grand Prix do Canadá, como por exemplo, o deslocamento no calendário da temporada de Formula 1, do final para o meio, em uma estação climática mais próxima do verão no hemisfério Norte, evitando a sua realização próximo do rigoroso inverno canadense.
