Formula 1, Grand Prix de Mônaco, Antonelli, Ferrari e McLaren

                    Mais uma vitória para Kimi Antonelli, desta vez no charmoso Grand de Mônaco. A quinta vitória consecutiva do jovem italiano amplia a vantagem em relação ao seu companheiro de equipe e mais direto adversário na disputa do Mundial de Pilotos, isto é, o inglês George Russell. Apesar do progresso demonstrado pela Ferrari e a Red Bull Racing, realizando seu segundo podium na temporada, deste vez com o jovem francês Isack Hadjar, apesar de dificuldades enfrentadas com a unidade de potência de seu Red Bull Ford RB22, o que demonstra grande evolução do projeto, ainda em desenvolvimento, do time de Milton Keynes, apesar de ser apenas seu primeiro ano de parceria com a gigante de Detroit.

                     Um fato marcante para a Ferrari é ter o monegasco Charles Leclerc, usando um macacão com as cores do Principado de Mônaco e ter seu contrato renovado com a Fabbrica por mais alguns anos, segundo publicações, algo incluindo a década de 2030. 

                      Hoje Advogados, Managers, Agentes e Assessores, auxiliam Pilotos e Equipes, em momentos de acertos e renovações de seus contratos. Na Ferrari, já vão longe os tempos do Ing. Enzo Ferrari, quando a sua palavra e um aperto de mão, segundo publicações, bastavam para um acerto de contrato. Os Pilotos tinham liberdade de usarem os macacões nas cores que fossem mais convenientes, para seus contratos pessoais de patrocínio. O velho comandante liberava os espaços nos macacões de seus pilotos e desta forma fazia com que os Pilotos da Fabbrica, fossem tão bem pagos quanto os contratados pelas equipes inglesas, francesas e ocasionalmente americanas no caso da Eagle e a Penske e suas breves passagens pela categoria.

                      Assim foram emblemáticos nos anos 70, como Clay Regazzoni e seus patrocinadores pessoais como a Birel, uma indústria de karts italiana, Niki Lauda, estes  e a Parmalat, uma indústria de do ramo de laticínios, que com ele esteve até o final de sua carreira. A marca de bebidas Cinzano e o argentino Carlos Reutemann, os vinhos Giacobazzi com o canadense voador Gilles Villeneuve. Didier Pironi e a Candy, fábrica de máquinas lavar. As gomas de mascar Brooklyn no macacão branco do sul africano Jody Scheckter, o francês Patrick Tambay e a famosa casa noturna de Paris, o Moulin Rouge em seu macacão vermelho.

                       As coisas em termos remuneração em Maranello, começaram a melhorar em 1984, quando através de um acordo com a Phillip Morris, os seus monopostos passaram a ostentar os nomes dos Pilotos, dentro da logomarca dos cigarros Marlboro, em virtude da tabaqueira passar a pagar os seus salários. Até então, a Ferrari não aceitava patrocinadores que não estivessem entre seus fornecedores de peças e serviços.  Os dados do acordo entre a Ferrari e seus pilotos, eram sigilosos. Acertados no escritório ou em um almoço em Maranello, Modena ou qualquer outro lugar longe dos olhares de curiosos e suas especulações, com Ing. Enzo Ferrari, antes do anúncio para a imprensa através de uma coletiva na sede da Fabbrica, sendo que o Ingegnere raramente saia da região onde ficava a Fabbrica e consequentemente nunca da Itália.

                     Outro dado interessante na prova de Mônaco, foi o 1000º Grand Prix da McLaren. Uma equipe fundada por Bruce McLaren nos anos 60. Nada mal para um garoto que teve uma infância difícil, desenvolveu a doença de Perthes aos 9 anos, uma enfermidade lhe afetou os quadris, sendo que voltou a andar apenas com 14 anos de idade, superar o problema. Apesar da morte de seu fundador em seus primeiros anos de atividades, hoje sediada em Woking, a McLaren desenvolveu uma trajetória nas pistas, cuja performance ao longo dos anos, dispensa comentários.                           

                          Claudir Pereira,

                      clauddir@gmail.com

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