Rock pode contribuir para a saúde mental e ajudar no enfrentamento de desafios, afirma psicólogo

Mais do que um gênero musical, o rock pode ser um importante aliado do bem-estar emocional. Estudos científicos apontam que ouvir música ajuda a reduzir os níveis de estresse, aliviar sintomas de ansiedade, estimular áreas do cérebro relacionadas ao prazer e favorecer a regulação das emoções.

Segundo o psicólogo clínico Luti Christóforo, a música pode funcionar como uma ferramenta de apoio para enfrentar momentos difíceis, fortalecendo a resiliência e auxiliando na expressão dos sentimentos.

Pesquisas na área da saúde indicam que a música estimula a liberação de neurotransmissores, como a dopamina, responsável pelas sensações de prazer e motivação, além de contribuir para a redução do cortisol, hormônio associado ao estresse. Esses efeitos fazem com que a musicoterapia seja utilizada como recurso complementar em tratamentos voltados à saúde mental e a algumas condições neurológicas.

Para Christóforo, a relação com a música é individual e pode despertar diferentes sentimentos, como acolhimento, esperança, motivação ou tranquilidade. No caso dele, foi o rock que desempenhou um papel importante durante sua trajetória pessoal.

Antes de atuar como psicólogo, Luti foi músico e afirma que o rock sempre representou mais do que entretenimento. “O rock simboliza liberdade, autenticidade, amizade e pertencimento. É uma forma de transformar emoções em arte”, destaca.

O profissional convive há 26 anos com a esclerose múltipla, doença neurológica crônica, e relata que a música foi uma aliada durante o tratamento, ajudando a preservar sua identidade e seu vínculo com a arte.

“Em muitos momentos difíceis, cantar me lembrava que a doença não definia quem eu era. Cada apresentação representava uma forma de reafirmar a vida”, afirma.

Na prática clínica, o psicólogo observa que muitas pessoas encontram dificuldades para expressar emoções e lidar com situações de sofrimento. Nesses casos, a música pode servir como um canal de acolhimento emocional.

“A música não elimina a dor, mas pode torná-la mais suportável. Ela não resolve todos os conflitos, porém frequentemente oferece recursos emocionais para enfrentá-los”, explica.

Embora destaque sua ligação com o rock, Christóforo ressalta que os benefícios não estão restritos a um único estilo musical. Segundo ele, o mais importante é que cada pessoa encontre músicas capazes de despertar boas lembranças, fortalecer a esperança e favorecer a conexão consigo mesma.

Especialistas reforçam, no entanto, que a música pode ser uma ferramenta complementar de cuidado, mas não substitui o acompanhamento psicológico ou médico quando há necessidade de tratamento para transtornos mentais ou outras condições de saúde.

Serviço

Luti Christóforo – Psicólogo Clínico

Telefone: (41) 99809-8887

Instagram: @luti.psicologo

E-mail: lutipsicologo@gmail.com

YouTube: @lutipsicologo

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