Coletivo Noroest estreia “Manifesto de Concreto” com temporada gratuita em São Paulo

Espetáculo de dança, teatro e circo revisita a Greve dos Queixadas para refletir sobre memória, território, resistência e as lutas das periferias.

O Coletivo Noroest estreia “Manifesto de Concreto”, espetáculo que une dança, teatro e circo para investigar as relações entre corpo, território e memória.

A temporada é gratuita e passa por diferentes espaços culturais de São Paulo. As apresentações acontecem entre 21 de agosto e 4 de setembro de 2026, com sessões no CEU Perus, Teatro Cacilda Becker, Teatro João Caetano e Centro Cultural da Penha.

Inspirado na história da Greve dos Queixadas, o espetáculo revisita uma das mais importantes mobilizações de trabalhadores do país.

“Manifesto de Concreto” resgata a história de Perus

O concreto que ergueu fábricas, abriu ruas e transformou a paisagem de Perus também carrega histórias.

São memórias de trabalho, resistência e organização coletiva que atravessaram gerações. Por isso, o Coletivo Noroest parte desse território para construir uma narrativa que conecta passado e presente.

Em cena, os artistas investigam as marcas deixadas pelo trabalho e pelas desigualdades sociais. Ao mesmo tempo, mostram como os moradores das periferias criam estratégias para continuar existindo, resistindo e transformando seus territórios.

A chamada “sevirologia”, entendida como a sabedoria de seguir em frente e reinventar caminhos diante das dificuldades, também ocupa um lugar importante na obra.

Da Greve dos Queixadas às lutas do presente

“Manifesto de Concreto” utiliza a Greve dos Queixadas como ponto de partida para discutir questões que continuam presentes na sociedade.

A mobilização dos trabalhadores de Perus se transforma, assim, em uma ferramenta para pensar as lutas contemporâneas.

Além disso, o espetáculo busca valorizar os saberes populares e a cultura periférica. Dessa maneira, a memória coletiva deixa de ser apenas uma lembrança do passado e passa a funcionar como instrumento de transformação.

Os corpos presentes em cena carregam marcas, cicatrizes e experiências. Por meio da dança, do teatro e do circo, esses elementos ganham novas formas de expressão.

Corpo, território e memória em cena

Ao longo da apresentação, o concreto também assume um significado simbólico.

Ele representa as fábricas que marcaram Perus, as ruas que conectam diferentes histórias e os muros que podem separar oportunidades.

No entanto, o concreto também representa a força de quem permanece no território e continua criando novas possibilidades.

Por isso, cada movimento dos intérpretes estabelece uma relação entre memória e resistência.

O resultado é uma obra poética e política, que convida o público a olhar para a história de Perus e reconhecer a potência dos territórios periféricos.

Temporada terá apresentações gratuitas

A temporada de “Manifesto de Concreto” começa no CEU Perus, onde acontecem apresentações nos dias 25 e 28 de agosto, às 20h.

Depois, o espetáculo passa pelo Teatro Cacilda Becker, no dia 26 de agosto, e pelo Teatro João Caetano, no dia 27.

Em setembro, a montagem chega ao Centro Cultural da Penha, no dia 3.

Por fim, o espetáculo retorna ao CEU Perus no dia 4 de setembro, com sessões às 10h e às 14h.

As apresentações são gratuitas.

O projeto “Manifesto de Concreto – Território de Saberes” foi contemplado pela 9ª Edição do Programa de Fomento à Cultura da Periferia da Cidade de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

Sobre o espetáculo

“Manifesto de Concreto” investiga a memória do território de Perus por meio da dança, do teatro e do circo.

Inspirada na Greve dos Queixadas e nas lutas que ainda atravessam as periferias brasileiras, a obra acompanha corpos que resistem, reinventam caminhos e transformam adversidades em potência.

Entre ruínas, concreto e movimento, o espetáculo conecta passado e presente.

Dessa forma, a montagem afirma a memória coletiva como um ato de resistência e reforça a importância de preservar as histórias dos territórios periféricos.

Duração: 50 minutos
Classificação: livre
Entrada: gratuita

Serviço

CEU Perus

25 e 28 de agosto de 2026, às 20h

Rua Bernardo José de Lorena, s/n – Vila Fanton – Zona Noroeste de São Paulo (SP).

Capacidade: 350 lugares
Acessibilidade: sim
Estacionamento: não

Teatro Cacilda Becker

26 de agosto de 2026, às 20h

Rua Tito, 295 – Lapa, São Paulo (SP).

Capacidade: 198 lugares
Acessibilidade: sim
Estacionamento: não

Teatro João Caetano

27 de agosto de 2026, às 20h

Rua Borges Lagoa, 650 – Vila Mariana, São Paulo (SP).

Capacidade: 438 lugares
Acessibilidade: parcial
Estacionamento: não

Centro Cultural da Penha

3 de setembro de 2026, às 20h

Largo do Rosário, 20 – Penha – Zona Leste de São Paulo (SP).

Capacidade: 100 lugares
Acessibilidade: sim
Estacionamento: não

CEU Perus

4 de setembro de 2026, às 10h e às 14h

Rua Bernardo José de Lorena, s/n – Vila Fanton – Zona Noroeste de São Paulo (SP).

Capacidade: 350 lugares
Acessibilidade: sim
Estacionamento: não

Ficha técnica

Direção Artística: Igor Souza
Intérpretes-Criadores: Edvan Soares, Laura Berteli, Munique Tavares, Elias Soares, Igor Souza e Bruce Cardoso
Trilha Sonora: Nine Nine e Bruce Cardoso
Técnico de Som: Nine Nine
Concepção e Operação de Luz: Elves Ferreira
Figurino: Coletivo Nada é Fácil, Julia Morinaga, Keila Moreira e Elba Lacerda
Colaboração: Daniel Cantanhede
Concepção de Cenário: Coletivo Noroest
Colaboração em Cenografia: Thiago Silva, Munique Tavares, Jovani Almeida e Thiago Roger
Fotografia: Gil Douglas
Videomaker: Victor Godoi
Designer Gráfico: Lusca
Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini
Produção Executiva: Júnior Cecon – Plural Produtora
Espaços Colaboradores: Ocupação Artística Canhoba, CMQUEIXADAS, CEU Perus, Comunidade Cultural Quilombaque e Casa do Hip-Hop Perus

Instagram

@coletivonoroest

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