Sesc Bom Retiro recebe espetáculo infantil “A Bicicleta Que Tinha Bigodes” em agosto

Adaptação da obra do escritor angolano Ondjaki estreia em São Paulo com uma jornada poética e musical sobre amizade, memória ancestral e o poder das histórias

O Sesc Bom Retiro, em São Paulo, recebe a partir de 30 de agosto de 2026 o espetáculo infantojuvenil “A Bicicleta Que Tinha Bigodes”, adaptação da obra do premiado escritor angolano Ondjaki. Com direção artística de Suzana Aragão e dramaturgia de Kiusam Oliveira, a montagem combina teatro, música e poesia para abordar temas como amizade, escrita, imaginação, ancestralidade e tradição oral.

A temporada segue até 16 de setembro, com apresentações aos domingos, às 12h, além de sessões especiais nos dias 7 de setembro, às 12h, e 16 de setembro, às 10h e às 14h.

O espetáculo é recomendado para crianças a partir de 5 anos e tem classificação livre.

Espetáculo infantil aborda escrita, ancestralidade e imaginação

A história começa quando a Rádio Nossa anuncia um concurso de redação no bairro. O prêmio para o texto mais bonito e cheio de encantamentos é uma bicicleta preta, vermelha e amarela.

É nesse momento que entram em cena Isaura e Ondjaki, dois amigos determinados a conquistar o prêmio. Porém, antes de escrever a redação, eles precisam enfrentar uma questão aparentemente simples, mas que se transforma em uma grande aventura: como começar uma história?

A partir dessa pergunta, os protagonistas percorrem as memórias e os personagens de seu bairro em busca de inspiração. No caminho, encontram a sabedoria da Vó, que reconhece nos ventos as cantigas e a força dos Guerreiros Nagô, além da Tia Alice, com suas “lições de vida e limonada”.

Também fazem parte dessa jornada as histórias de um sapo poeta atropelado e a figura lendária do Tio Rui, cujo enorme bigode parece espalhar palavras e poesias pelo ar.

“A Bicicleta Que Tinha Bigodes” valoriza a tradição oral

Ao longo da aventura, Ondjaki e Isaura descobrem que as histórias mais importantes não estão necessariamente nos livros ou nas ideias de outras pessoas. Elas podem estar presentes na própria comunidade, nas relações familiares, nas memórias dos ancestrais, nos amigos e nas experiências de cada indivíduo.

A montagem utiliza poesia corporal, cantigas de roda e música ao vivo para reforçar a importância da oralidade como forma de preservar memórias e conhecimentos.

Entre as referências presentes no espetáculo está a cantiga “Guerreiros Nagô”, utilizada em diálogo com a ancestralidade e a tradição oral.

A encenação também estabelece uma relação direta com o público. Um dos elementos de destaque é o grande Bigode do Tio Rui, que flutua pelo palco e sobrevoa a plateia, criando uma atmosfera de fantasia e convidando crianças e adultos a refletirem sobre as histórias que carregam dentro de si.

Música e efeitos visuais fazem parte da experiência

A trilha sonora e as canções originais são assinadas por Renato Gama, e a música é executada ao vivo pelo elenco.

A experiência começa antes mesmo do início da peça. No primeiro sinal do teatro, a plateia é recebida com movimentos e sons relacionados ao mar. Já no terceiro sinal, a iluminação transforma o palco e revela instrumentos musicais iluminados por luz fluorescente e LED.

A proposta combina elementos visuais, sonoros e corporais para criar uma experiência teatral voltada ao público infantil e familiar.

Quem é Ondjaki?

Nascido em Luanda, Angola, em 1977, Ondjaki é um dos principais nomes da literatura angolana contemporânea. Em seus livros, o escritor frequentemente apresenta o cotidiano de Angola a partir de um olhar marcado pela infância, pela memória e pela imaginação.

Entre suas obras estão “Os da minha rua”, “Avó Dezanove e o segredo do soviético”, “Bicicleta Que Tinha Bigodes”, “Os Transparentes”, “Bom Dia, Camaradas”, “O Livro do Deslembramento” e “O Convidador de Pirilampos”.

O autor recebeu prêmios como Sagrada Esperança, Grande Prêmio do Conto, Grinzane – Young African Writer, FNLIJ – Juvenil e Jabuti – Juvenil. Ondjaki também é membro da União dos Escritores Angolanos.

Espetáculo infantil estreia no Sesc Bom Retiro

Com direção artística de Suzana Aragão e dramaturgia de Kiusam Oliveira, “A Bicicleta Que Tinha Bigodes” propõe uma experiência que aproxima crianças e adultos de temas relacionados à identidade, memória, ancestralidade e imaginação.

A montagem utiliza a aventura dos personagens para mostrar como a escrita pode ser uma forma de expressão e descoberta, valorizando as histórias presentes na comunidade e nas experiências pessoais.

Serviço

A Bicicleta Que Tinha Bigodes

Temporada: 30 de agosto a 16 de setembro de 2026
Sessões: domingos, às 12h
Sessões extras: 7 de setembro, às 12h; 16 de setembro, às 10h e às 14h

Local: Sesc Bom Retiro – Teatro
Alameda Nothmann, 185 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)

Ingressos:

  • R$ 40 – inteira
  • R$ 20 – meia-entrada
  • R$ 12 – Credencial Plena
  • Crianças de até 12 anos: gratuito

Duração: 60 minutos
Classificação: Livre
Recomendação: a partir de 5 anos
Acessibilidade: sessão com Libras no dia 13 de setembro

Os ingressos estão disponíveis online pelo portal do Sesc e presencialmente nas bilheterias das unidades do Sesc São Paulo.

Sesc Bom Retiro
Alameda Nothmann, 185 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
Telefone: (11) 3332-3600

Estacionamento

O Sesc Bom Retiro possui estacionamento com vagas limitadas, espaço para pessoas com deficiência e bicicletário.

A entrada do estacionamento fica na Alameda Cleveland, 529.

Credencial Plena: R$ 10 na primeira hora + R$ 4 por hora adicional.
Outros: R$ 20 na primeira hora + R$ 5 por hora adicional.

Horários:
Terça a sexta: 9h às 20h
Sábado: 10h às 20h
Domingo: 10h às 18h

Artigo apoiado por:

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