O tenente-coronel da Polícia Militar José Henrique Martins Flores foi preso no sábado (29), em São Paulo. A informação foi divulgada neste domingo (30). Segundo denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), ele é suspeito de integrar uma organização que prestava segurança privada a diretores da Transwolff. A empresa é investigada por suposta lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). [1]
Oficial se apresentou após mandado
Flores era o único dos quatro policiais militares denunciados pelo MPSP que ainda estava solto. Conforme a reportagem, ele se apresentou depois que a Justiça Militar expediu o mandado de prisão.
O tenente-coronel foi levado ao Presídio Militar Romão Gomes. A prisão é um fato confirmado. A participação em crimes, porém, ainda será analisada pela Justiça.
| Item | Informação |
| Investigado | José Henrique Martins Flores |
| Patente | Tenente-coronel da PM |
| Prisão | Sábado, 29 de agosto |
| Local informado | Presídio Militar Romão Gomes |
| Órgão que ofereceu a denúncia | Ministério Público de São Paulo |
| Situação jurídica | Investigação e processo em andamento |
O que diz a acusação
O MPSP sustenta que policiais usavam treinamento e armas da PM para fazer a segurança de executivos da empresa. A denúncia também afirma que Flores gerenciava empresas de segurança em nome de parentes.
Segundo a acusação, essas pessoas seriam usadas como “laranjas”. O documento ainda aponta a emissão de notas fiscais frias para dar aparência legal aos pagamentos.
A investigação cita outros policiais. O capitão Alexandre Paulino Vieira é apontado como coordenador operacional. Já os sargentos Cezário e Nereu são descritos como responsáveis por escolta armada e vigilância.
A reportagem informou que uma mala com R$ 1,18 milhão em dinheiro vivo foi apreendida na casa de Nereu. A defesa dele negou participação em organização criminosa e contestou as acusações.
Caso ainda depende de decisão judicial
A defesa de Nereu afirmou que o dinheiro pertencia ao empresário Ricardo Barnabé. Segundo os advogados, documentos foram apresentados para comprovar a origem dos valores. A TV Globo informou que tentou contato com a defesa de Flores.
O caso tem relevância institucional porque discute a possível mistura entre função policial pública e segurança privada. A acusação sustenta que recursos, treinamento e armamento da corporação teriam sido usados em benefício de particulares.
Até o momento, não existe condenação definitiva. Portanto, as expressões “organização criminosa”, “uso ilícito” e “notas frias” devem ser sempre atribuídas à denúncia ou ao MPSP.
Acompanhe os próximos desdobramentos nos canais oficiais do Tribunal de Justiça Militar e do Ministério Público de São Paulo.
Fonte:
[1]: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/08/30/tenente-coronel-e-preso-por-esquema-de-seguranca-para-diretores-de-empresa-de-onibus-investigada-por-elo-com-pcc.ghtml “G1 — Tenente-coronel é preso em investigação sobre segurança privada”
