A ERA DAS INJEÇÕES EMAGRECEDORAS: SAÚDE, RESPONSABILIDADE E ESTÉTICA.

​Estamos em pleno século XXI, uma época em que as inovações na área da saúde e da medicina avançam a passos largos. No entanto, diante de tantas novidades, como absorver o bombardeio de informações — positivas e negativas — quando o assunto são as famosas canetas “mágicas” que prometem a perda de peso em curto prazo?.

​Para compreender a fixação atual pela magreza, vale olhar para o passado. Entre os séculos XVII e XIX, o padrão de beleza e status social era o oposto do que vemos hoje. As mulheres magras eram muitas vezes vistas como frágeis ou doentes, enquanto as mais volumosas e “cheinhas” eram consideradas as mais atraentes. Suas formas fartas e rostos rosados eram sinônimo de fartura, beleza, vida e saúde a toda prova.

​Na nossa atualidade, o corpo magro passou a simbolizar o topo da “geração saúde”. Vemos diariamente a imagem da mulher moderna: aquela que equilibra academia, pilates, dança, suplementação diária e, em meio a essa rotina intensa, carrega um receio constante de engordar. Diante disso, surge a reflexão: até que ponto o autoconhecimento pode nos guiar para uma auto aceitação real? Aprender a valorizar o próprio corpo, acolhendo suas marcas, fases e singularidades, tornou-se um desafio essencial.

​É claro que a busca pela saúde exige responsabilidade e respaldo científico. Originalmente, essas medicações foram criadas para controlar a glicose no Diabetes Tipo 2. No entanto, durante os testes clínicos, os médicos observaram um “efeito colateral” marcante: os pacientes perdiam um peso considerável. Isso acontece porque a medicação retarda o esvaziamento do estômago e avisa o cérebro que o corpo já está satisfeito. Ao perceberem esse impacto, os laboratórios desenvolveram doses específicas aprovadas para o tratamento da obesidade e do sobrepeso.

 O problema não está no avanço da ciência  que é legítimo, mas na corrida desenfreada às farmácias, transformando um recurso médico sério em uma busca apressada e sem acompanhamento por estética imediata.

​Colocar a saúde em primeiro lugar exige responsabilidade. Passar por uma busca médica especializada, realizar os exames adequados e entender com segurança se o seu organismo realmente precisa ou pode receber esse tipo de tratamento. Envolve também um planejamento completo: manter a suplementação de vitaminas para prevenir a queda de cabelo, hidratar-se constantemente, garantir a ingestão de proteínas mesmo quando a medicação tira a fome e cuidar da nutrição como um todo.

​Emagrecer ou cuidar do corpo não deve ser uma punição, mas um ato de preservação. Quando unimos a orientação médica correta ao cuidado com a mente e com os sentimentos, conquistamos o verdadeiro objetivo: viver a vida de forma simples, sem medo, com segurança e plenitude na saúde física, mental e emocional.

​Colunista Marizete Louro

Terapeuta Integrativa Especialista em Mulheres na Saúde Emocional

@terapeuta.mary

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