Cripta Imperial reabre no Ipiranga com restos mortais de Dom Pedro I e das imperatrizes

Espaço histórico localizado no subsolo do Monumento à Independência foi reaberto nesta segunda-feira (7), após quase quatro anos fechado para obras de revitalização

A Cripta Imperial, no Ipiranga, em São Paulo, foi reaberta ao público nesta segunda-feira (7), feriado de 7 de Setembro, após cerca de três anos e nove meses fechada para obras de revitalização. O espaço, localizado no subsolo do Monumento à Independência, guarda os restos mortais de Dom Pedro I e das imperatrizes Maria Leopoldina e Amélia de Leuchtenberg.

A reabertura foi programada para coincidir com o aniversário de 204 anos da Independência do Brasil. O local integra o conjunto de equipamentos do Museu da Cidade de São Paulo e voltou a receber visitantes com uma nova exposição sobre a história do Monumento à Independência e da própria cripta.

Cripta Imperial recebeu R$ 5,3 milhões em melhorias

As obras de revitalização da Cripta Imperial fizeram parte de um investimento de R$ 5,3 milhões destinado à reforma e conservação do Monumento à Independência, da cripta e da Casa do Grito.

Entre as intervenções realizadas estão melhorias de acessibilidade arquitetônica, climatização, banheiros e estrutura do espaço expositivo. Também foram executados trabalhos de conservação do bronze junto aos sarcófagos e reparos no teto revestido de mármore amarelo.

Durante todo o período de obras, os restos mortais de Dom Pedro I, Maria Leopoldina e Amélia permaneceram em seus locais originais dentro da cripta.

Quem está sepultado na Cripta Imperial?

O espaço abriga três figuras importantes da história do Brasil.

Dom Pedro I, primeiro imperador do Brasil, está sepultado na cripta desde 1972, quando seus restos mortais foram transferidos de Portugal para o país durante as comemorações dos 150 anos da Independência.

Ao lado dele estão suas duas esposas: Maria Leopoldina, primeira imperatriz do Brasil, e Amélia de Leuchtenberg, segunda esposa de Dom Pedro I.

Maria Leopoldina foi a primeira a ocupar a cripta, enquanto os restos mortais de Amélia foram transferidos para o local em 1982.

Um detalhe curioso é que o coração de Dom Pedro I permanece na cidade do Porto, em Portugal, enquanto seus restos mortais estão em São Paulo.

Cripta fica no subsolo do Monumento à Independência

Apesar de muitas pessoas associarem o local ao Museu do Ipiranga, a Cripta Imperial não fica dentro do Museu do Ipiranga.

Ela está localizada no subsolo do Monumento à Independência, no Parque da Independência, em frente ao Museu do Ipiranga.

O Monumento à Independência foi inaugurado em 1922, durante as comemorações do centenário da Independência. Já a Cripta Imperial foi inaugurada em 7 de setembro de 1952, antes das celebrações do quarto centenário da cidade de São Paulo.

Nova exposição conta a história do espaço

Com a reabertura, a Cripta Imperial também passou a receber a exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”, com curadoria de Marly Rodrigues.

A mostra apresenta informações sobre a criação do Monumento à Independência e da cripta e explica a relação dos dois espaços com a construção da memória nacional.

A exposição tem caráter de longa duração e pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 9h às 17h.

Visitação é gratuita

A entrada na Cripta Imperial é gratuita e não é necessário retirar ingresso para a visitação regular.

Serviço

📍 Cripta Imperial / Monumento à Independência
Praça do Monumento, s/nº – Parque da Independência, Ipiranga, São Paulo

🗓️ Visitação: terça a domingo
⏰ Horário: das 9h às 17h
🎟️ Entrada: gratuita

Para visitas educativas na Cripta Imperial, é necessário realizar agendamento prévio.

A reabertura transforma novamente o espaço em um ponto de visitação histórica na capital paulista, permitindo que moradores e turistas conheçam de perto um dos locais relacionados à memória da Independência do Brasil.

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