Pix por aproximação deixa de ter limite específico de R$ 500; veja o que muda

Nova regra entrou em vigor nesta quinta-feira (1º) e permite que o limite seja definido de acordo com as configurações de segurança de cada cliente junto ao banco.

Mudança entrou em vigor nesta quinta-feira (1º) e permite pagamentos acima de R$ 500, desde que respeitados os limites definidos para cada cliente

O Pix por aproximação passou a funcionar com novas regras nesta quinta-feira (1º). O Banco Central retirou o limite específico de R$ 500 por transação que existia para essa modalidade de pagamento.

Com a mudança, pagamentos acima de R$ 500 podem ser realizados por aproximação, mas isso não significa que o usuário poderá pagar qualquer valor automaticamente. O limite passa a seguir as configurações de segurança estabelecidas pela instituição financeira para cada cliente.

O que mudou no Pix por aproximação?

Até 30 de setembro, cada transação feita pelo Pix por aproximação estava sujeita a um teto específico de R$ 500.

Desde 1º de outubro, esse teto deixou de existir. O cliente poderá solicitar ao banco o aumento ou a redução do limite para esse tipo de operação.

Na prática, uma pessoa poderá, por exemplo, realizar um pagamento de R$ 600 ou R$ 1 mil por aproximação, caso o limite autorizado para sua conta permita a operação.

Não existe, portanto, um novo valor máximo único definido pelo Banco Central para substituir os R$ 500. Os limites continuam sujeitos às regras de segurança de cada instituição.

Como ajustar o limite do Pix por aproximação?

O gerenciamento deve ser disponibilizado pelo banco no próprio aplicativo.

O caminho pode variar de uma instituição para outra, mas o usuário deverá procurar as configurações relacionadas ao Pix, limites ou Pix por aproximação e solicitar a alteração.

O banco poderá exigir etapas adicionais de autenticação e análise antes de liberar um limite maior. A solicitação, portanto, não significa que o aumento será aprovado automaticamente.

Pix por aproximação continua tendo regras de segurança

Mesmo com o fim do teto específico de R$ 500, as regras gerais de segurança do Pix continuam valendo.

Por isso, antes de aproximar o celular da maquininha, o usuário deve conferir o valor da compra e os dados da cobrança.

Também é recomendado manter o bloqueio de tela e os mecanismos de autenticação do aparelho ativados, além de acompanhar as notificações das transações realizadas.

Como funciona o Pix por aproximação?

A modalidade utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento por aproximação.

O recurso está disponível desde fevereiro de 2025 e pode ser utilizado por meio do aplicativo da instituição financeira ou de carteiras digitais compatíveis.

O funcionamento é parecido com o pagamento por aproximação de um cartão: o usuário informa que fará o pagamento via Pix, confere a cobrança, aproxima o aparelho da maquininha e realiza a autenticação exigida.

Pix por aproximação ainda representa uma pequena parcela das transações

Apesar do crescimento do Pix no país, a modalidade por aproximação ainda representa uma parcela pequena das operações.

Segundo dados divulgados pela Agência Brasil, em agosto de 2026, o Pix registrou aproximadamente 8,11 bilhões de transações, enquanto o Pix por aproximação somou cerca de 2 milhões de operações no mês.

O número, porém, vem crescendo: em janeiro, foram registradas aproximadamente 1,06 milhão de transações por aproximação.

A mudança no limite é uma das alterações feitas pelo Banco Central para as modalidades de iniciação do Pix. A medida foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada em junho.

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