Cantareira sai da faixa de alerta após alta no nível dos reservatórios em SP

O Sistema Cantareira passou a operar na Faixa 2 – Atenção a partir desta quinta-feira (1º), após registrar uma recuperação no volume armazenado durante o mês de setembro. O principal sistema de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo encerrou o mês com 41,10% do volume útil, ante 32,99% registrados no fim de agosto.

A mudança de faixa foi confirmada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas). O Cantareira estava na Faixa 3 – Alerta, que corresponde a volumes entre 30% e 40% do volume útil.

A recuperação foi favorecida pelas chuvas registradas em setembro, que contribuíram para elevar o nível dos reservatórios que integram o sistema. Ao ultrapassar os 40%, o Cantareira passou automaticamente para a faixa de atenção prevista nas regras de operação do manancial.

Apesar da melhora, o sistema ainda está abaixo da faixa considerada normal, que começa a partir de 60% do volume útil. Por isso, a mudança não significa que a situação dos reservatórios esteja totalmente regularizada.

Sabesp poderá ampliar captação

Com a passagem para a Faixa 2, a Sabesp poderá aumentar a retirada de água do Sistema Cantareira. O limite de captação passa de 27 para 31 metros cúbicos por segundo (m³/s).

Em condições de normalidade, quando o sistema apresenta volume entre 60% e 100% do volume útil, a vazão autorizada pode chegar a 33 m³/s.

A recuperação registrada em setembro representa uma mudança positiva no cenário dos reservatórios, mas a operação continua sendo acompanhada pelos órgãos responsáveis, especialmente diante da influência das chuvas sobre os níveis de armazenamento.

Sistema abastece milhões de pessoas

O Cantareira é um dos principais sistemas responsáveis pelo abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo e atende cerca de metade da população da região. O sistema também possui importância para municípios das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

O complexo é formado pelos reservatórios Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, que funcionam de maneira integrada para garantir o fornecimento de água.

A melhora no nível dos reservatórios ocorre no início de outubro, período em que o comportamento das chuvas passa a ser acompanhado de perto para avaliar a evolução dos volumes armazenados nos próximos meses.

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