Nunes diz que resposta ao alagamento no túnel do Anhangabaú funcionou bem, mas admite rever protocolo

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta quinta-feira (15) que a resposta da Prefeitura ao alagamento do túnel do Anhangabaú funcionou bem. O local foi tomado pela água durante o temporal que atingiu a capital na tarde de quarta-feira (14). Segundo relatos, o nível subiu rapidamente, chegando a cerca de um metro em aproximadamente três minutos.

Apesar de defender a atuação das equipes municipais, Nunes reconheceu que os procedimentos podem passar por mudanças. Entre as possibilidades estão ampliar a capacidade das bombas de sucção e reforçar os critérios para fechar o túnel preventivamente durante chuvas intensas.

Chuva intensa superou a capacidade de drenagem

De acordo com dados divulgados pela Prefeitura, a região do Anhangabaú registrou 42 milímetros de chuva em apenas 40 minutos. O volume correspondeu a cerca de 37% dos 112 milímetros previstos para todo o mês de outubro na cidade.

A administração municipal informou que as seis bombas fixas do túnel funcionaram continuamente. No entanto, a capacidade de drenagem não foi suficiente para escoar toda a água acumulada.

Nunes atribuiu o alagamento à concentração de um grande volume de chuva em um curto intervalo. Ele também destacou que diferentes cursos d’água passam pela região, o que contribui para o acúmulo durante temporais.

Água baixou em menos de uma hora

Segundo o prefeito, as equipes municipais mobilizaram caminhões e bombas emergenciais para acelerar a retirada da água. Com o reforço, o nível baixou em menos de uma hora.

A redução da água, porém, não significou a liberação imediata da via. O túnel foi interditado às 15h38 e só teve o tráfego totalmente liberado às 21h53, após os trabalhos de drenagem e a retirada dos veículos atingidos.

Durante o episódio, carros ficaram submersos ou foram deslocados pela força da correnteza. Ao menos 12 carros e dois ônibus foram atingidos, e quatro pessoas precisaram ser resgatadas pelo Corpo de Bombeiros.

Prefeitura estuda mudanças no protocolo

Mesmo afirmando que a resposta funcionou, Nunes admitiu que a Prefeitura pode rever os procedimentos adotados em situações semelhantes. Uma das medidas em análise é aumentar a capacidade de sucção das bombas disponíveis na região.

Além disso, o prefeito mencionou a possibilidade de construir um piscinão na área central. A estrutura ajudaria a armazenar parte da água da chuva e reduzir a pressão sobre o sistema de drenagem. Até o momento, a administração municipal não apresentou prazos ou detalhes técnicos para essas possíveis intervenções.

Nunes também afirmou que a Prefeitura pretende ter mais cautela ao decidir pelo fechamento preventivo do túnel em dias de chuva intensa. A medida busca reduzir o risco de motoristas ficarem presos em meio a novos alagamentos.

Temporal provocou outros transtornos na capital

O alagamento do Anhangabaú fez parte de uma série de ocorrências provocadas pelo temporal de quarta-feira. A chuva também atingiu a Avenida 23 de Maio, alagou uma entrada da estação Japão-Liberdade do Metrô e provocou o transbordamento do lago do Parque Ibirapuera.

Na zona norte, um deslizamento de terra na Brasilândia causou a morte de uma mulher. O episódio reforçou o impacto das chuvas intensas em diferentes regiões da cidade.

Diante dos transtornos, a discussão sobre a capacidade de drenagem e os protocolos de segurança continua. Embora a Prefeitura afirme que as bombas funcionaram sem falhas técnicas, o volume de água superou a capacidade do sistema. A revisão das medidas preventivas e dos equipamentos poderá ser decisiva para reduzir os riscos em novos temporais.

Fontes: UOL, Folha de S.Paulo e Metrópoles.

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