Lula tem maior votação em Piraporinha e no Grajaú; Flávio lidera no Tatuapé

O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 revelou diferenças na distribuição dos votos entre as regiões da cidade de São Paulo. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou seus maiores percentuais em Piraporinha e no Grajaú, na Zona Sul, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) teve seu melhor desempenho no Tatuapé, na Zona Leste.

De acordo com os dados divulgados pelo UOL com base nos resultados eleitorais, Lula recebeu 67,01% dos votos válidos na zona eleitoral de Piraporinha e 66,91% na região do Grajaú. A Bela Vista, no Centro, também apresentou votação expressiva para o petista, com 66,66%.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, alcançou 58,53% dos votos válidos na zona eleitoral do Tatuapé. Outros resultados favoráveis ao candidato do PL foram registrados em Indianópolis, com 57,88%, e na Mooca, com 57,18%.

Os números mostram que, embora a disputa tenha apresentado diferenças entre as regiões da capital, os dois candidatos conseguiram concentrar seus melhores resultados em áreas específicas do município.

Lula mantém vantagem nas periferias da Zona Sul

Piraporinha e Grajaú, na Zona Sul de São Paulo, foram as regiões em que Lula alcançou seus maiores percentuais de votos válidos no segundo turno. Os resultados reforçam o desempenho do candidato em áreas periféricas da capital.

Além dessas localidades, o petista também obteve percentuais elevados em outras regiões, como Cidade Tiradentes, na Zona Leste, e Parelheiros, no extremo sul da cidade.

A votação na Bela Vista chama a atenção por estar localizada na região central. Com 66,66% dos votos válidos, a zona eleitoral também ficou entre aquelas com maior proporção de votos para Lula na capital paulista.

Segundo levantamento publicado pela Agência Mural, o petista ampliou sua votação nas periferias de São Paulo em comparação com o primeiro turno. A publicação também ouviu especialistas para discutir fatores que podem ajudar a explicar o resultado, como a participação eleitoral e a mobilização política nas comunidades.

Flávio Bolsonaro se destaca no Tatuapé e na Mooca

Na Zona Leste, o Tatuapé foi a região com o maior percentual de votos para Flávio Bolsonaro. O candidato do PL obteve 58,53% dos votos válidos na zona eleitoral correspondente, enquanto a Mooca registrou 57,18%.

Indianópolis, na Zona Sul, também aparece entre as áreas em que Flávio alcançou seus melhores resultados, com 57,88% dos votos válidos.

O candidato ainda venceu em zonas eleitorais como Jardim Paulista, Santana, Vila Maria e Vila Prudente, além de outras regiões da capital.

Ao todo, Flávio foi o mais votado em 14 das 57 zonas eleitorais de São Paulo, enquanto Lula liderou nas outras 43, conforme os resultados divulgados pelo UOL.

Lula vence na capital paulista

No resultado geral da cidade de São Paulo, Lula recebeu 55,50% dos votos válidos, totalizando 3.864.354 votos. Flávio Bolsonaro obteve 44,50%, com 3.097.923 votos.

A diferença entre os candidatos na capital foi de 766.431 votos a favor do petista.

O resultado municipal, porém, não se repetiu no conjunto do estado de São Paulo, onde Flávio Bolsonaro venceu a disputa. A diferença entre os resultados da capital e do estado evidencia que a distribuição dos votos variou conforme a região analisada.

Como os votos são divididos por região

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) organiza a votação por zonas eleitorais, uma divisão utilizada para administrar o processo eleitoral. Essa organização não corresponde necessariamente à divisão territorial dos bairros e distritos adotada pela Prefeitura de São Paulo.

Por isso, os percentuais divulgados para regiões como Tatuapé, Piraporinha e Bela Vista devem ser interpretados conforme os limites das respectivas zonas eleitorais.

Os resultados permitem identificar onde cada candidato teve maior proporção de votos, mas não explicam, isoladamente, os motivos das escolhas dos eleitores. Para compreender essas diferenças, é necessário considerar outros dados, como perfil socioeconômico, participação eleitoral e mudanças entre o primeiro e o segundo turno.

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