Documentário “HD 13 anos: Onde a gente constrói a nossa história” reúne relatos de profissionais e pacientes
Fotos: Divulgação / Holiste Psiquiatria
O cuidado em saúde mental vai além das consultas e dos atendimentos clínicos. Envolve convivência, construção de vínculos, autonomia e a possibilidade de retomar atividades e experiências da vida cotidiana. Essa perspectiva está no centro da trajetória do Hospital Dia da Holiste Psiquiatria, que completou 13 anos de atuação em Salvador.

A data foi celebrada com o documentário “HD 13 anos: Onde a gente constrói a nossa história”. O filme foi exibido neste sábado (24), às 17h, na Sala de Cinema Walter da Silveira, na Biblioteca Central. A sessão reuniu profissionais da equipe multidisciplinar, colaboradores, pacientes e seus familiares, além de integrantes da diretoria da instituição.
Mais do que recuperar a história do Hospital Dia desde a concepção do projeto, o documentário abre espaço para as experiências de quem participa de sua rotina. Profissionais compartilham lembranças dos primeiros anos, dos desafios de implantação e das mudanças ocorridas ao longo do tempo. Os pacientes e suas famílias, por sua vez, relatam suas vivências nas atividades terapêuticas, nos projetos coletivos e nas relações construídas durante o tratamento.

Os depoimentos ajudam a mostrar uma dimensão do cuidado em saúde mental que nem sempre aparece nos registros clínicos: a importância de compartilhar experiências, estabelecer vínculos e participar de atividades em grupo. No Hospital Dia, essas práticas integram o cotidiano terapêutico e contribuem para que os pacientes desenvolvam recursos para lidar com os desafios da vida.
A escolha de uma sala de cinema para a exibição também dialoga com essa proposta. Ao ocupar um espaço cultural da cidade, pacientes e profissionais compartilham uma experiência fora do ambiente habitual de tratamento. A circulação por locais públicos e a participação em atividades culturais fazem parte de uma perspectiva de cuidado que valoriza a convivência social e a relação com a cidade.
Para Lívia Brandão e Karol Rangel, coordenadora e psicóloga do Hospital Dia, respectivamente, os 13 anos representam uma trajetória construída coletivamente, marcada pelas relações entre profissionais, pacientes e familiares. O documentário registra essa história a partir das pessoas que a vivenciam, com suas memórias, experiências e diferentes perspectivas sobre a atenção e cautela em saúde mental.
